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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Blazing Chrome Review

Com o passar dos anos os jogos se tornam mais e mais incríveis com enredos tocantes,equipes gigantescas e gráficos absurdos. Mas a alguns anos atrás as coisas não eram assim,jogos eram mais simples com gráficos em 8 bits,ou 16-bits e muitos deles só queriam trazer uma diversão momentânea. O trabalho da Joymasher uma desenvolvedora Brasileira que tenta trazer uma nostalgia dessas épocas,seus primeiros trabalhos Oniken e Odalus traziam muito da época de 8-bits e agora com Blazing Chrome eles passam para 16-bits,trazendo muito da nostalgia de quem jogou Contra e Metal Slug.
-Tá na hora de torrar cromo
Em um mundo onde os robôs apelidados de torradeiras dominaram o mundo,Mavra uma líder da resistência e Doyle um robô convertido partem para uma missão suicida para tentar destruir uma das bases desses robôs. O enredo é bem simples e tá ali só para ter um motivo para a ação acontecer,o que para esse tipo de jogo não é um problema.Ele lembra bastante filmes dos anos 80 tanto no design dos personagens,e nos cenários com algumas referencias à "Exterminador do Futuro",entre outras coisas.
O jogo é graficamente muito bonito,é uma tentativa de recriar jogos em 16-bits,que consegue trazer toda aquela nostalgia,mas com uma beleza deslumbrante para o jogo,junto de cenários bem trabalhados onde muitos deles trazem lembranças e pequenas referencias de jogos antigos(como a primeira fase lembrar bastante o primeiro mapa de Megaman X-4).
-Um contra sem ser Contra
A gameplay segue a linha da maioria dos Run n' Gun,onde seguimos em linha reta enquanto atiramos nos inimigos,podemos também pular e dar uma rolada para desviar de tiros por baixo,temos ainda 3 armas adicionais que podem ser adquirida durante as fases e também 3 robôs de apoio(um de defesa,ataque e por último um de velocidade que adiciona um pulo duplo),por ultimo temos um ataque físico que podemos usar apertando o botão de atirar próximo de inimigos,é um golpe muito bom e ajuda bastante,mas em alguns momentos ele não responde tão bem podendo causar mortes.Os robôs e a arma equipada(com exceção da arma padrão)são perdidas com a morte.Sempre que tomamos um ataque perdemos uma vida como todos os jogos desse tipo,mas com a diferença que nas dificuldades fácil e normal,temos checkpoints infinitos o que deixa a experiencia menos frustante.
Ao finalizar o jogo desbloqueamos uma dificuldade extra onde os checkpoints são escassos deixando a experiencia mais similar aos jogos antigos.
O jogo é dividida em 5 fases,cada uma dela em locais bem diferentes,trazendo até mecânicas diferentes em alguns momentos como umas armaduras com armas diferentes,e uma fase onde pilotamos uma moto. Ao final de cada uma temos um chefe que são bem desafiadores e com um design espetacular,enfrentar,eles é a parte mais divertida do jogo,eles apresentam padrões de ataques muito legais que passa a sensação de que estamos melhorando e aprendendo a lidar com o inimigo a todo momento. A luta contra o chefe pode ser facilitada pois cada chefe tem alguma fraqueza,se o jogador conseguir chegar nele com essa arma é bem mais tranquilo.
Ele apresenta alguns problemas como um chefe que as vezes simplesmente para de atacar,e outro que ao terminar o jogo a dificuldade extra e os personagens não são desbloqueados,o que é muito frustrante.
-Veredito
Blazing Chrome é uma carta de amor aos Run n' Gun antigos,mas com uma repaginada para os dias de hoje,uma experiencia rápida mas muito divertida.
-Nota:9,5

domingo, 14 de julho de 2019

The Sinking City Review

Jogos usando as obras de H.P Lovecraft tem crescido entre jogos. Dessa vez a Frogware conhecida pelos jogos de Sherlock Holmes traz sua visão das obras.
-Bem vindo a Oakmont
Charles Reed um ex marinheiro do exercito se torna detetive particular após um incidente onde toda a tripulação exceto ele foram mortos. Atormentado por pesadelos ele busca por respostas,e isso o leva até a cidade de Oakmont, uma cidade que sofreu uma inundação separando ela do resto do continente. Essa cidade é controlada por 3 famílias,os Throgmorton uma família de pessoas com fisionomia simular a de macacos que nutrem um grande preconceito dos Innsmouther um grupo de pessoas peixes que surgiram junto com a inundação, que foi aceita na cidade pela família Blackwood,que desapareceu misteriosamente após o incidente. Por último temos os Carpenters mafiosos onde o líder da família Brutus busca imortalidade.
A história do jogo tem um ritmo muito lento,te levando a vários becos sem saída e introduzindo personagens e organização que nunca mais são utilizadas na história,mesmo sendo dito que elas oferecem uma grande ameaça.
Suas escolhas durante o jogo afetam como as missões são feitas,nenhuma delas importam,já que a unica escolha que vai definir qual final(que são 3) é a do fim.
O cuidado com as obras de Lovecraft é certamente o melhor que o jogo tem a oferecer,os diferentes tipos de seres frequentando a cidade,suas seitas,toda a insanidade e magia de suas obras está presente,até a parte preconceituosa está presente(com um aviso inicial de que os desenvolvedores não compartilham dos pensamentos preconceituosos das obras).Entretanto o jogo peca na sua construção de mundo,o mapa é grande demais e completamente morto e vazia,as áreas que podemos entrar(casas,bares entre outras),são os mesmos,existem vários NPCs idênticos e num jogo onde os diálogos e a exploração são pontos importante da sua mecânica é deprimente que não foi feita com o devido cuidado(ou o tempo necessário).
-Detetive paranormal
Sendo um detetive boa parte do que vai ser feito no jogo é explorar cenas de crime,procurando por pistas que vão te levar as respostas,é uma exploração bem básica onde só chegamos no lugar e interagimos com todos os itens no local.É necessário também usar o "olho da mente",uma mecânica do personagem que permite seguir algumas criaturas,encontrar coisas seladas,e ver alguns momentos do passado,mas o "olho"reduz uma barra de sanidade,onde quanto menos tiver mais alucinações veremos. Ao encontrar todas as pistas,um portal surge e ao passar por ele temos que recriar o acontecimento para prosseguir com o jogo. A investigação é divertida inicialmente,porém ela é muito simples e depois de umas 2 horas se torna extremamente enjoativa e similar já que até as missões secundárias apresentam a mesma mecânica.
Ainda temos um combate que pode surgir em área que existem pessoas mortas tendo 4 tipo de inimigos e uma variedade de armas(revolver,espingarda,rifles entre outros). O combate é terrível, a mira é imprecisa,as animações são robóticas e isso pode ter sido muito bem descartado do jogo e ele seguiria normalmente. Ainda temos um sistema de crafting para munição e itens de cura,e árvores de skills que adquirimos com experiencia ou completando missão.
O jogo é super mal otimizado,com quedas de frames absurdas e problemas de renderização,junto com isso vários bugs do personagem aparecer embaixo da terra depois de um load.
-Veredito 
The Sinking City tenta ser um jogo maior do que ele poderia ser,sem os recursos e o tempo necessário ele apresenta várias coisas no jogo mas nenhuma delas é particularmente bem feita,e não se encaixa com as outras,mas ainda traz uma história com um desfecho interessante.
-Nota:6,0  



quarta-feira, 3 de julho de 2019

Bloodstained: Ritual of the Night Review

Koji Igarashi,diretor de inúmeros jogos de Castlevania como Symphony of the Night,sai da Konami em 2008,deixando uma legião de fans órfãos do seu estilo de jogo. Em 2015,o kickstarter de Bloodstained prometendo reviver o melhor que o Igarashi tem. O Kickstarter foi um sucesso,e entre vários adiamentos e problemas o jogo enfim foi lançado.
-Um Castlevania sem vampiros
Mirian nossa protagonista e Gebel, são dois órfãos que foram pegos pelos alquimistas para ser usado como receptáculo,fazendo com que cristais ficassem em sua pele.O ritual dá errado e Mirian fica em como durante anos,até magicamente acordar anos depois,descobrindo que Gebel quer recriar o ritual e com isso ele invoca um imenso castelo cheio de demônios e outras criaturas. E então a jornada de Mirian começa e ela terá algumas pessoas auxiliando a jornada,como Johannes um antigo alquimista que tenta se redimir do que foi feito a Mirian no passado, e Dominique uma exorcista que morava no vilarejo que foi consumido pelo castelo.O design de Mirian e Gebel,são muito bons,entretanto os outros personagens tem um design bem simples e genérico. Os inimigos também trazem um design péssimo e boa parte dos chefes parecem só um inimigo simples com mais HP.
O castelo é maravilhoso,muitas áreas lembram Symphony of the Night até na estrutura de como o castelo funciona,é nostálgico pra quem já jogou o jogo. Em alguns momentos o jogo utiliza do 3D para criar um efeito legal,mas na maior parte do tempo é somente 2D mesmo,entretanto as duas ultimas áreas do jogo não são interessantes e passam uma impressão de que o jogo não devia terminar ali. 
A trilha sonora feita pela Michiru Yamane,que já trabalhou em vários Castlevanias encaixa muito bem em nas diversas áreas do castelo.
-Cristais,magias e espadas
O jogo funciona como qualquer outro do mesmo estilo,temos que explorar para encontrar algumas melhorias para o personagem,para assim acessar áreas antes inacessível,fazendo isso até o fim do jogo. Aqui temos um pequeno diferencial que é muito similar a Castlevania Aria of Sorrow que são os cristais. Cristais são habilidades dropadas de inimigos ou encontradas em áreas do jogo que te dão vários recursos como familiares para te ajudar,habilidades passivas e magias. Algumas delas são usadas para acessar novas áreas,que algumas vezes atrapalha a progressão do jogo pois o jogo não te explica que ela é necessária,e existe uma chance de dropar o cristal,fazendo o jogador passar pela área sem conseguir o cristal ficando sem saber o que precisa ser feito.
Além dos cristais o jogo apresenta uma variedade de armas,como espadas,chicotes,armas de fogo,katanas entre outros,cada uma delas com seu moveset,e skills que podem ser descobertas achando um livro te mostrando o comando ou tentando até conseguir algo.
Temos também missões secundárias que consistem em matar um número determinado de inimigo,ou entregar algum item para alguém.São coisas bem simples que só tão lá para acrescentar um pouco mais de tempo de jogo. Ainda podemos criar itens e fazer comidas coletando certos itens. São mecânicas bem simples mas que ao menos trazem algum diferencial para jogo.
O jogo saiu com problemas graves de queda de frame na versão de Switch e na versão de PC ele tem um problema que ao abrir o menu Mirian pode aparecer sem cabeça,caso isso acontece o jogo vai travar ao tentar sair do jogo. Também existe um problema de queda de fps em um boss específico que envolve moedas,esses problemas já foram confirmados que vão ser arrumados no próximo patch.
-Veredito
Bloodstained não traz nenhuma novidade para a fórmula,mas consegue entregar o prometido,uma experiencia nova mas ao mesmo tempo similar aos castlevanias feitos pelo Igarashi,com tudo o que se espera de um jogo feito por ele.
-Nota:8,5